Tuesday, 13 January 2009

Dia de Sol na Baía da Guanabara

Finalmente o sol retornou por dois dias seguidos e com ele o clima de verão que tanto combina com esta cidade. A partir das primeiras horas da manhã já se percebe que a temperatura vai subir muito, o que também representa um problema sério para trabalhar ao ar livre.
Dirigi-me ao mesmo lugar onde fiz a primeira pintura ao ar livre deste ano(veja o post anterior) em busca daquela árvore frondosa que me protegera tão bem da chuva.Desta vez ela me proporcionou toda a sombra qu eu precisava para pintar. Decidi-me por fazer a mesma composição da pintura anterior, e os acinzentados deram lugar à luz quente do tão esperado verão carioca.


Dia de sol na Baía da Guanabara- óleo sobre painel 16x22cm -Sandra Nunes

Tuesday, 6 January 2009

Pintando na Chuva

O tempo não dava sinal de melhoras e meu desejo de pintar ao ar livre aumentando a cada dia de chuva. Decidi arriscar mesmo vendo nuvens ameaçadoras no céu , saí em busca daquela luz que só os dias chuvosos proporcionam.Fui para a beira do mar onde a superfície da água reflete inúmeros tons agrizados e o vento que embala as embarcações provoca belíssimos grafismos.
Encontrei uma amendoeira frondosa que, como um grande guarda-chuva verde me protegeria por um tempo do temporal que ameaçava desabar na cidade. Sentei-me na mureta, achei melhor não acoplar a caixa ao tripé pois no caso de uma retirada emergencial a saída seria mais rápida.


A qualidade da foto acima não é boa pois, ao solicitar a um simpático casal que me fotografasse, não percebi que a câmera estava preparada para gravar, sendo assim este é um pedaço de um filme.

Devido às circunstâncias eu sabia que deveria trabalhar mais que rápido, era uma luta contra o tempo que faltava para chover, quem venceria? Comecei a entoar o mantra: Sim-pli-fi-car...sim-pli-fi-car...sim-pli-fi-car... capturar a essência...essência...essência...

Bem, fim da história : choveu um pouco, mas a generosa amendoeira me protegeu de uma garoa e eis o resultado:

Primeira pintura ao ar livre de 2009:

Dia de chuva na Baía de Guanabara - óleo sobre painel 16x22cm -Sandra Nunes

Tuesday, 30 December 2008

Barcos no quadrado da Urca

Esta é definitivamente a estação das chuvas. Outro intervalo após vários dias chuvosos e lá fui eu pintar na Urca.
Eu havia feito um pequeno estudo desta composição na semana passada e decidi executá-la em um formato maior, desta vez um vertical... queria a montanha, o Iate Clube e a ponte. Os barcos pesqueiros que ficam estacionados no quadrado da Urca seriam as estrelas. Estes velhos barcos são muito charmosos e o Corcovado é um perfeito tema de fundo para esta cena.
Após montar meu equipamento, comecei a organizar os elementos na tela procurando a melhor harmonia para as formas.

Logo eu percebi que não haveria tempo para um desenho detalhado como inicialmente me propus a fazer pois, apesar de um lindo sol nos barcos, havia uma cortina de nuvens começando a cobrir o Corcovado.



Se eu quisesse manter meu plano original teria que trabalhar bem rápido, decidi por uma abordagem mais direta, pincel e tinta, desenhando e pintando ao mesmo tempo.Ajustando formas, cores e valores. Era como se a montanha estivesse brincando de esconde- esconde, nuvens indo e vindo , desafiando minha habilidade em capturar o melhor momento para registrar na tela.

Eu sabia que não terminaria este trabalho em uma só sessão, mas fui o mais longe que pude até que a luz mudou demais. Tive sorte pois a chuva não veio.
No dia seguinte, felizmente as condições meteorológicas se mantiveram iguais e embora o esconde-esconde continuasse eu pude prosseguir com minha pintura



Última pintura de 2008:
Barcos Pesqueiros no quadrado da Urca - óleo sobre linho 90cm x 50 cm - Sandra Nunes

Sunday, 21 December 2008

Albamar

Final de ano com tempo atípico aqui no Rio de Janeiro. Além das chuvas constantes, a temperatura tem estado mais amena. Considerando que já vamos entrar no verão...
Se por um lado fica mais agradável pintar sem o sol inclemente, a chuva acaba dificultando um pouco, promovendo poucos intervalos para montar o cavalete ao ar livre.

Aproveitando um destes intervalos:
Este é um pedaço reminscente do Rio Antigo, esta torre onde funciona o Restaurante Albamar é a única sobrevivente das quatro que formavam o Mercado Municipal ana Praça XV o qual foi demolido para dar passagem à Avenida Perimetral.
O cheiro de mar intensificado pela umidade do ar me inspiraram nesta composição.

Albamar óleo sobre painel 16x22 cm -Sandra Nunes

Thursday, 18 December 2008

Lagoa Rodrigo de Freitas

Este é o mesmo local onde foi realizado o Encontro Mundial de Pintura ao ar Livre. Por ter sido anfitriã do evento não tive oportunidade de pintar naquele dia, fiz um pequeno sketch e depois retornei ao local com a tela maior.
Um dos mais belos cartões postais do Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas com seu rico ecossistema oferece aos transeuntes espetáculos de beleza ímpar em todas as horas do dia e em qualquer estação do ano. Cercada por bairros elegantes da cidade (Leblon, Ipanema, Jardim Botânico) e emoldurada por belas montanhas cobertas de vegetação, é uma excelente opção de lazer para a famíla. Caminhar, andar de pedalinho, circular pela ciclovia ou mesmo praticar esportes nas diversas quadras em seu entorno.


Domingo na Lagoa Rodrigo de Freitas -óleo sobre tela 46x61cm
Sandra Nunes

Friday, 12 December 2008

Estação Curvelo

Estação Curvelo - Santa Teresa óleo sobre tela 38x61cm- Sandra Nunes

Este post poderia ser chamado "Lá vai o Bonde". Voltei à estação Curvelo em Santa Teresa desta vez olhando para o meu lado direito, no sentido em que o bonde se dirige ao seu ponto final no Centro da Cidade. Atraiu minha atenção além do bonde na estação o contra-luz na edificação e nas pessoas que, tranquilas caminham pelo bairro.
Veja mais pinturas da Série Santa Teresa em meu website oficial http://www.sandranunes.com/brasil/santa_teresa.html

Saturday, 22 November 2008

Igreja de São Francisco Xavier, Niterói

Igreja de São Francisco Xavier , Niterói - -ost 27x22cm Sandra Nunes

A Igreja de São Francisco Xavier, localizada no alto de uma colina entre as praias de São Francisco e Charitas. Há controvérsias sobre a data de sua fundação, guardando em seu interior raridades como a imagem de São Francisco Xavier laminada em ouro e uma pia batismal feita pelos índios. Alguns historiadores dizem ter sido fundada em 1572 pelo Pe José de Anchieta, mas outros especialistas contestam esta afirmação atribuindo a autoria do projeto ao irmão Jesuíta Lourenço Gonçalves, no século XVII.

De qualquer forma ela é um bom exemplo da arquitetura do Brasil colonial.